História do Olho

13/08/2004

The show must go on

Como diz a sabedoria popular, tudo que é bom tem que acabar uma hora ou outra. Modéstia a parte, chegou a hora do História do Olho, por motivos mais ou menos óbvios (pra quem me conhece fora da tela). Em algum tempo, voltarei ao ar em http://noticiasdeparis.blogspot.com. Verei alguns de vocês por lá. Então, boa viagem...


Escrito por Lord Auch às 11h25
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07/08/2004

Meu esquema

E agora? Está tudo pronto... Mas como é difícil dizer adeus! Ela sabe que, em poucos dias, tudo mudará. Mas ela não sabe como lidar com esse pequeno intervalo de tempo, que parece uma eternidade, que a separa de uma nova vida... O que será daqui para frente? Doidera, piração, mas que loucura. Ponto final? Sim e não. Mas vai entender? Ela não consegue. Mas quem diz que isso é importante? Como diz a música, a gente vai levando... 
Escrito por Lord Auch às 16h37
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03/08/2004

O céu é o limite

Julio Cortazar nos convida para um labirinto em "O jogo da amarelinha". A estrutura tortuosa do livro não passa de um reflexo do estado de espírito dos personagens, um fabuloso exemplo do estilo de escrever que transparece a alma dos personagens. Nesta leitura densa e profunda, a chave do jogo está no prefácio. Não é por acaso que as únicas letras maíusculas desta primeira página (algumas até perdidas no meio de uma frase, de um parágrafo) formam, ao serem lidas ao contrário, a palavra EROS.


Escrito por Lord Auch às 13h59
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02/08/2004

Mais louco é que me diz

"Toda loucura é um sonho que se fixa"
Escrito por Lord Auch às 12h00
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"Música, melancólico alimento para aqueles que, como nós, vivem do amor"

 

Para ouvir lendo "O jogo da amarelinha"


Escrito por Lord Auch às 11h55
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26/07/2004

Por que o último cigarro do dia, quando estou sentada na varanda de pijama e sobretudo lendo o último capítulo do dia e me preparando para já fechar os olhos pela última vez no dia, tem esse gosto amargo de fixador de laboratórios de revelação de luz avermelhada?
Escrito por Lord Auch às 23h30
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25/07/2004

São Paulo, 22:50

Horácio Maga Paris Ossip Jazz Morelli Brasília. O contato com a realidade é tão excruciante quanto o momento em que o avião pousa em terra firme.
Escrito por Lord Auch às 22h38
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22/07/2004

Mudança de concepções

Até hoje de manhã, olho de peixe era uma coisa nojenta, me lembrava passar férias em Búzios, ter sete anos. Meus pais me levavam para jantar num restaurante do qual não me lembro nada a não ser um balde de peixes que ficava na entrada (mas por que isso?) e do filho do dono, um garoto extremamente malvado que me levou até o balde e enfiou os dedos em todos os olhos dos peixes e girava e girava e girava... Ver aquilo foi uma espécie de tortura para a menina Hello-Kitty que eu era (era?). Uma lembrança bizarra, mas ficou marcado. Então, hoje fui na dermatologista e acontece que um olho de peixe na planta do pé não é algo tão inofensivo (mas nem tão nojeto) quanto o é na cabeça do ser aquático. Depois de anestesia, laser e muita dor, definitivamente, não tenho mais a mesma imagem do olho do peixe.


Escrito por Lord Auch às 17h55
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21/07/2004

Tango

Por que ela chora? São quase meia noite de um domingo chuvoso, lugar-comum mas é verdade. Debruçada sobre o livro, ela começa a chorar, não sabe porque, não quer parar, tem medo de retomar a leitura e de se encontrar por ali...

Horror dos horrores, ela sucumbiu ao lugar comum e não consegue mais parar de chorar.


Escrito por Lord Auch às 13h03
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17/07/2004

Pequenos prazeres

Gosto de ler até me dar por vencida, quando as letras começam a me embaralhar e o jazz me leva mais longe do que o plano literário. Apago então a luz, viro de bruços, ajeito o travesseiro de modo com que fique agradavelmente por cima da minha cabeça, dobro uma perna, estico os braços debaixo do travesseiro e solto as idéias, deixo-as fluir até que o sono as leve embora.
Escrito por Lord Auch às 12h44
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16/07/2004

Morelliana

Por que relacionamos sentimentos com geometria? O belo é sublime, é elevado. O desprezível é baixo. Uma escala geométrica para fazer uma imagem mental que nos auxilia a pensar. Será que não conseguimos formar idéias conceitos frases sem imagens formas contornos escalas?
Escrito por Lord Auch às 23h19
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Sopa de letrinhas - adoro essas palavras!

Estrepar

Falácia

Salafrário

Berinjela


Escrito por Lord Auch às 16h36
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14/07/2004

Tomorrow we'll be in trouble again

Mas quem sabe pode ser por que não...Mas por que eu deveria gostaria faria isso?


Escrito por Lord Auch às 18h39
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Fixação

E de tanto Horácio encolher os ombros, ela acabou por pegar essa mania. Mais do que uma mania, um tique mesmo. Ele exercia uma forte influência sobre sua pessoa, em todos os sentidos. Começou a pensar da mesma maneira que ele, eternamente encantada com o mudo. Inventava diálogos na sua cabeça, pensava em títulos, elaborava discursos sobre tudo que se passava, até mesmo sobre o ato de dirigir à noite sozinha na chuva. Qualquer coisa. Quando se deu conta, ela já estava pensando demais.

No começo, nada fazia sentido. Hela não hentendia porque hele hagia daquela maneira. Hera tudo muito, muito bizarro. Mas depois acostumou-se com hele, hincorporou parte da sua personalidade, queria ser cada vez mais Horácio, hapesar de não querer ao mesmo tempo. Hera tudo muito hestranho. Hele a hatraía e, hao mesmo tempo, hela sentia huma repulsa por hele, não queria hacabar daquele jeito. Mas não tinha jeito, assim como a gravidade hexiste, como duas tábuas fazem huma ponte, como a... Helaborava raciocínios, não queria parar de jeito nenhum. Estava hobcecada. Pois, como hele mesmo dizia,

Il faut tenter de vivre

Como não ficar hencantada quando hele lhe dizia que as borboletas heram flores que voavam? Linda himagem. Mas hera melhor dar huma maneirada, senão hacabaria como hele. No fundo, queria ter hum hamigo como hele, conviver com a sua pessoa. O hencantamento não sumia, hentão hela simplesmente não largava "O jogo da amarelinha".


Escrito por Lord Auch às 13h46
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07/07/2004

"There's a lot to be done while your head is still young"

Belle and Sebastian

 


Escrito por Lord Auch às 16h52
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06/07/2004

Back to the future

Sentia-me como uma criança de novo. Não, era a sensação de ter 11 anos novamente. O dentista informou-me que teria que voltar a usar aparelho. "Mas é um móvel, pra usar só à noite mesmo". Menos mal, e, se meu sorriso for ficar Colgate, aí então tá tudo numa boa. Mas, quando a enfermeira (dentista tem enfermeira?), no meio do complexo (e enjoativo) processo de fazer o molde de cima e de baixo, me disse que eu poderia escolher a cor, e ainda por cima podia colocar um selinho, pronto, me senti com 11 anos, felicíssima por poder escolher um aparelho rosa com a Hello Kitty. A enfermeira (?) me trouxe de volta para a realidade: "rosa E selinho da Hello Kitty?!". Escolhi então, à luz de toda a razão que eu possuía naquele momento, ficar só com a Hello Kitty. Afinal, acabara de receber a notícia de que iria voltar a usar aparelho... Ele chega daqui a duas semanas, quero só ver como vou ficar linda com o sorriso metálico, turbinado com a Hello Kitty. Ainda bem que é só para dormir.
Escrito por Lord Auch às 18h10
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01/07/2004

Quem fica parado é poste

Então ela nunca poderia ser um poste. Porque, do jeito que andava, tava mais pra uma esteira rolante de velocidade acelerada (tem uma dessas em Paris, é o maior legal). Porque a vida não para. Cada momento é único e ela queria tirar o maior proveito de todos eles. Então, enjoy yourself. Só que, das próximas vezes, tem que ser de barriga cheia, senão dá merda. Já era hora de ter aprendido isso...
Escrito por Lord Auch às 13h03
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25/06/2004

Indiferença

Farol vermelho. Muito trânsito no cruzamento da Brasil com a Rebouças, no pico do rush. As luzes dos faróis concorriam com as multicoloridas dos painéis eletrônicos, com o vermelho e amarelo do anúncio do McDonalds.

No meu carro, ouvia música e batucava. Esquecendo por um momento da loucura da vida na cidade. Do final do semestre na faculdade. Dos problemas com a família.

Abri os olhos e me deparei com a notícia de que havia subido para 89 o número de mortos em atentado no Iraque, em letras brilhantes amarelas sobre o fundo preto do painel eletrônico, cortesia (?) da Agência Estado.

A vida continuou aqui em São Paulo, os carros continuam a passar, os ambulantes tentando vender bonecos infláveis do Bob Esponja, como se ninguém tivesse nada a ver com tudo aquilo. Tentando desesperadamente chegar em casa o mais rápido possível. Um anúncio de Coca Cola toma rapidamente o lugar da notícia que ninguém viu. Farol verde.


Escrito por Lord Auch às 13h24
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24/06/2004

O Objeto Invisível - Giacometti


Escrito por Lord Auch às 12h44
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23/06/2004

Nóia

Pois é, acabei de ter a confirmação de que eu estou exageradamente viciada no orkut.

Estava, pra variar, logada no orkut já havia algumas horas quando recebi essa mensagem:

"Your orkut account has been unusually active recently. Before continuing, you will need to validate that you are not using an automated system which violations of the Community Standards outlined at ..."

Foda. Preciso desligar o computador e sair pra tomar um ar...


Escrito por Lord Auch às 17h28
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21/06/2004

Don't let me be misunderstood

Ela acordou com a cabeça pesada. Os pés também doíam, a garganta estava seca, o corpo inteiro quebrado. A noite tinha sido boa, mas um tanto quanto bizarra. Ligou o som e ficou deitada. O CD estava programado para o random, então foi o DJ que escolheu o que ela ouviria.

Baby, do you understand me now?
Sometimes I feel a little mad
But, don’t you know that no one alive can always be an angel
When things go wrong I seem to be bad

Santa Esmeralda não era a melhor opção para acordar com ressaca, mas ela não teve forças para levantar e mudar a música (o controle remoto estava com alguma disfunção, só ligava e desligava, mas nada de mudar a faixa). Então ficou deitada, ouvindo, tentando reconstituir a noite. Misturar vodka com whisky com champagne não tinha sido uma boa idéia afinal. Lembrou-se de uma frase: "Não dá pra levar ninguém a sério numa balada com bebida boa à vontade". Seria que tinha sido ela que havia dito isso?

I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood

Puta merda. Tinha sido ela mesma que tinha dito aquilo. E era sobre ela mesma. Ai merda. Logo depois de ter caído no chão no meio da pista. Puuuuuuuuuuuuutz.

Baby, don’t you know I’m just human
And I’ve got thoughts like any other one
And sometimes I find myself, oh Lord, regretting
Some foolish thing, some foolish thing I’ve done

A música até que servia bem para a ocasião. Música sobre ressaca moral. Fooooda. Ficou na cama, tentando lembrar o que tinha dito, o que tinha feito, se tinha caído outras vezes. Acho que não. Espero que não. Mas e daí? Todo mundo apronta umas e outras. Todos estavam bêbados também. Lembrou de suas amigas. Elas também causaram. Então, se for um problema, não é só comigo, ela pensou. Menos mal. Acho que é melhor ir tomar um banho.


Escrito por Lord Auch às 11h29
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20/06/2004

Música pra começar bem a semana

These boots are made for walkin' - Nancy Sinatra

You keep saying you got something for me
Something you call love but confess
You've been a'messin' where you shouldn't 've been messin'
And now someone else is getting all your best
Well, these boots are made for walking, and that's just what they'll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

You keep lyin' when you oughta be truthin'
You keep losing when you oughta not bet
You keep samin' when you oughta be a'changin'
What's right is right but you ain't been right yet
These boots are made for walking, and that's just what they'll do
One of these days these boots are gonna walk all over you

You keep playing where you shouldn't be playing
And you keep thinking that you'll never get burnt
Well, I've just found me a brand new box of matches
And what he knows you ain't had time to learn
These boots are made for walking, and that's just what they'll do
One of these days these boots are gonna walk all over you


Escrito por Lord Auch às 22h48
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17/06/2004

Briga de mulher

- Se você não fosse tão ansiosa, não daria tanta merda na sua vida. Porra, meu, você ainda não aprendeu isso? Quantas vezes você vai ter que levar tapa na cara? Se fosse eu...

- Se fosse você o caralho. Não venha dar uma de superior, você sabe muito bem que não tá com moral. Lembra aquela vez do Marcelo?

- O QUÊ? Quem você tá pensando que é pra se intrometer desse jeito na minha vida?

- E o que você tá fazendo então? Plantando bananeira? Se enxerga!

- Caralho, é sempre a mesma merda, nunca dá pra conversar com você. Você pode um conselho e fica brava se eu não te digo exatamente o que você quer ouvir. Você quer que eu te diga que ele é um filho da puta sacana, mentiroso e traidor?

- Isso mesmo. Porque você sabia que, depois que eu liguei e ele disse que ainda tava em casa, fui pegar uma coisa no meu carro e vejo o filho da mãe sentado no bar aos beijos com uma baranguinha? E eu que sou ansiosa, né?

- Ai, jura, querida? E como você tá? Ele te viu? Ai, desculpa, às vezes eu sou meio impetuosa, saio falando as coisas, sem saber se vou machucar os outros... Mil desculpas, linda, eu tô me sentindo super mal e eu não...


Escrito por Lord Auch às 14h28
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14/06/2004

Anti-clímax

Chegando em casa, no caminho para o elevador, ela sempre dava de cara com aquele quadro. Quer dizer, nem sempre. Só quando saía de carona. O quadro ficava no hall do prédio e era absolutamente medonho. Todo em tons de verde, deixava entrever uma figura feminina que possuia um ar absolutamente fantasmagórico, que vinha talvez de seu rosto verde-pálido.

Nos últimos tempos ela andava mais independente, só saía de carro, fato que restringia bastante o vislumbre da obra. Mas naquele dia ela saiu com ele. Iam pra balada. Ele ligou, pediu pra ela descer, já estava lá embaixo. Ela pegou a bolsa e correu para o elevador. Enquanto aguardava a chegada ao andar térreo, arrumava o cabelo. Quando o elevador chegou, ela apressou-se - não gostava de deixar os outros esperando-na, especialmente ele - e encaminhou-se ao seu carro, sem antes dar uma olhadinha no quadro.

Beijo. Cigarro. Cigarro. Halls. Beijo. Cerveja. Cigarro. Beijo. Beijo. Beijo. Cigarro. Beijo. Cigarro. Cigarro. Cigarro. Tequila. Cigarro. Cigarro. Beijo. Água. Beijo. Beijo. Tequila. Cigarro. Beijo. Cigarro. Beijo. Cigarro. Coca-light. Beijo. Cigarro. Halls. Cigarro. Beijo.

Chegou em casa, bêbada e feliz. Já passava das cinco da manhã quando ela abriu a porta do hall. O quadro estava lá, mas ela nem deu bola. A noite tinha sido boa.


Escrito por Lord Auch às 12h54
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09/06/2004

Questionamento

Qual é o valor de uma ação correta decidida pelos motivos errados? É válida? Depende a ética das ações, das intenções, ou do conjunto destas? 


Escrito por Lord Auch às 12h06
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08/06/2004

Brincando de TPM

Porra! O que você quer de mim? Uma metralhadora de letrinhas??? Pois é, eu não funciono assim. Se eu tivesse uma idéia brilhante por dia, aí sim, você poderia vir com cobrancinhas, mas alto lá! Você sabe muito bem que eu não funciono dessa maneira, as coisas não são tão simples assim... Na verdade, até deveria, visto que terei de ser uma metralhadora em alguns anos... Mas ainda não! E você não é minha editora!!! Então pára de encher o meu saco que assim eu não agueeeeeeeeeeeeeeeeentooooooooooooooo!

Pois é, se eu não tenho esses ataques aqui, não tenho em lugar nenhum. E se você ficou chateada, lindona, fica não, é só inspiração mesmo, não foi nada pessoal....


Escrito por Lord Auch às 22h58
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07/06/2004

"Comme il est profond, ce mystère de l'invisible!"

 Guy de Maupassant


Escrito por Lord Auch às 12h06
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04/06/2004

LET'S GET ELECTROFIED

THE WORLD IS ON FIRE, CAN I TAKE YOU HIGHER?


Escrito por Lord Auch às 22h32
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03/06/2004

Eu tu eles

Mergulhada em seu livro, ela não percebera que começara a chover. Estava sentada defronte ao pátio e, lentamente, percebia as coincidências entre Swann e ela mesma... Como era intrigante ver seus pensamentos que até então eram, de certa maneira, desconhecidos, ditos através da boca de um personagem.

Parou um pouco para pensar e só então percebeu que chovia. Uma chuva igual à de Méséglise. E, naquele momento, seu olhar sobre a chuva era diferente, olhava as poças d'água e observava as gotas que, quando atingiam sua superfície, formava círculos concêntricos que rapidamente dava lugar para outros, sucessivamente.

Ela tomou consciência então que precisava parar um pouco de ler, estava demasiado proustiana. Mas não conseguia, o livro a atraia, prometendo sensações que talvez jamais sentisse se não as lesse naquele exato momento.


Ele chegou e a viu sentada do outro lado do pátio. Pra variar, lia incessantemente. Como era engraçada! Enquanto segurava o livro em uma mão, a outra repousava em seu colo, levando-o a imaginar o que ela poderia estar lendo que, visivelmente, a emocionava tanto.

Ficou uns instantes a observá-la, sem querer que ela mudasse de posição, que o visse escondido atrás de um pilar, observando-na. Em um dado momento ela parou, deixou o livro de lado e ficou olhando para o nada. No que estaria pensando? Ficou assim por alguns momentos e depois mergulhou novamente no livro. Quando estava já bem concentrada (foi visível, ela retornou à antiga posição), resolveu ir falar com ela.


Eu também estava lá. Vi quando ela parou de ler e ficou observando a chuva. Quando resolvi pedir-lhe um cigarro, ela retomou a leitura, deixando-me envergonhado de interrompê-la por um motivo tão futil. Vi quando ele resolveu interpelá-la e como era algo que ela não esperava, uma pequena surpresa. Eles ficaram algum tempo junto e depois sairam, foram para outro lugar.

Fiquei então sem ter quem observar. O pátio ficou vazio, e eu era como que um objeto estranho, que não pertencia ao cenário. Um elefante cor-de-rosa no meio da sala, que ninguém percebe, até por não ter quem me veja. Resolvi então voltar para casa, não me sentia bem ali. E, no mais, queria escrever.


Escrito por Lord Auch às 12h01
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01/06/2004

É um pássaro? É um avião???

Mas que PORRA é essa???


Escrito por Lord Auch às 17h50
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31/05/2004

Música da semana (ou um pequeno gesto para melhorar o mau humor...)

Tecnicolor

Please don’t you ever ask me things
I wouldn’t like to talk about


It’s time to get in touch with things
We always used to dream about
I’ll take a train in technicolor
Come along be nice to me my girl
Through the window
The nice thing on earth will pass by
Moving slowly
Though the wide screen
I’m gonna see me kissing you babe

Oh ! What a nice film we would be
If only you could come with me
It’s time to get in touch with things
We only used to care about


Escrito por Lord Auch às 23h22
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27/05/2004

Boa viagem (após Ítalo Calvino).

Depois do almoço vou para o meu quarto, onde um saboroso cigarro me espera. Pego um livro, mas não ao acaso. Ele já havia sido escolhido de manhã (ou será que fui eu a escolhida?) e o prazer de iniciar uma boa leitura é adiado só mais um pouco. Vou para a varanda e acendo o cigarro. Com calma, leio a contracapa, as orelhas, vejo quantas páginas ele tem, quantos capítulos, o tamanho da letra, o peso. Folheio-o, enquanto fumo, e os mundos a descobrir, as pessoas a conhecer me fazem apagar o cigarro ainda pela metade.

Volto para o meu quarto e escovo os dentes. Preparo o ambiente: pego um cobertor quentinho para combater o frio, arrumo os travesseiros de uma maneira tal que me permita encontrar rapidamente a melhor posição para não desgrudar do livro durante as próximas horas, acendo as luzes, fecho a porta para isolar-me dos ruídos que vêm da casa. Deito-me então e finalmente abro o livro. Prazer dos prazeres, vou mergulhar em um mundo desconhecido.


Escrito por Lord Auch às 13h49
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26/05/2004

DR

A ficcção acordou-a de supetão. "Você se esqueceu de mim?", ela perguntou.

-Não, não é nada disso...é que... na verdade...ontem eu...- ela tentava responder, assustada e ainda bem sonada.

A ficção, por incrível que pareça, não queria saber de picuinhas, de enrolação. "Você vem me deixando de lado já tem algum tempo. Até quando isso vai durar? Porque eu já estou ficando cansada. Tem outros que me querem, e você nunca me dá bola. Ou você muda de atitude ou..."

- Ou o quê? - ela, já mais acordada, engatou na discussão - Você me deixa? Você não consegue... É você, e não eu, que vem me chamar, que resolve aparecer do nada. Não há nada que você possa fazer.

"A culpa não é minha, é da louca da inspiração que vem chegando, falando baixinho, e de repente eu não me controlo mais. Tenho que falar com você imediatamente, mas... Você me esqueceu. Qual é o problema comigo? É a realidade, não é? Ela é a culpada, eu já sabia..."

- Não venha colocar ela no meio da história. Até porque eu tô ligada que vocês são bem amiguinhas, que vivem trocando figurinhas... Não é verdade? Tudo bem, de vez em quando vocês não podem olhar uma na cara da outra, mas é só bem de vez em quando, não é?

"Bem... tá certo... Mas vê se não me esquece mais. Eu detesto quando você se senta para escrever e me deixa jogada lá no fundo da gaveta. Eu também preciso me exercitar, viu???"

- Ok, você venceu, batata frita. Mais tarde pode ficar tranquila que eu te chamo pra gente bater um papo, ok? - E ela virou de lado e voltou a dormir, mas já com uma idéiazinha na cabeça...


Escrito por Lord Auch às 21h51
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Show do Massive Attack.

IRADO.

 


Escrito por Lord Auch às 12h12
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25/05/2004

Lista de pequenos prazeres

* Ganhar uma Hello Kitty depois de comer um McLanche feliz na volta da balada;

* Uma Coca-light, um alpino e um cigarro;

* Ouvir Belle and Sebastian jogando campo minado;

* Ganhar um presente sem motivo;

* Escolher a roupa da balada;

* Assistir Sex and the City;

* Brincar com um nenem;

* Ler um livro bem gostoso;

* Capuccino com canela e creme;

* Dirigir sem trânsito;

* Organizar fotos;

* Tirar o dia para não fazer absolutamente nada.


Escrito por Lord Auch às 15h47
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24/05/2004

Radiohead

Hoje de manhã resolvi tirar o pó do Radiohead. Acho que não ouvia nada deles fazia algum bom tempo. Peguei "The Bends" e levei para o carro. O CD é muito, muito, mas muito bom mesmo! Não sei, nunca tinha curtido ele de verdade, talvez fosse o CD certo na fase errada. Mas agora, estou perdidamente apaixonada por ele. É aquele CD para ouvir do começo ao fim, sem parar, sem pular nenhuma faixa.

High and Dry

Two jumps in a week, I bet you think that's pretty clever don't you boy.
Flying on your motorcycle, watching all the ground beneath you drop.
You'd kill yourself for recognition; kill yourself to never ever stop.
You broke another mirror; you're turning into something you are not.

Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry

Drying up in conversation, you will be the one who cannot talk.
All your insides fall to pieces, you just sit there wishing you could still make love
They're the ones who'll hate you when you think you've got the world all sussed out
They're the ones who'll spit at you. You will be the one screaming out.

Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry

It's the best thing that you've ever had, the best thing that you've ever, ever
had.
It's the best thing that you've ever had; the best thing you've had has gone away.

Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry


Escrito por Lord Auch às 11h59
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21/05/2004

Fahrenheit 451

Acabei agora de ler "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury. O livro é genial, um caso muito parecido com "Breve romance de sonho", do Schnitzler e o respectivo filme, "De olhos bem fechados", do Kubrick. Entre ele e a versão cinematográfica (do Truffaut), fica difícil escolher, em alguns momentos, qual é melhor. Por enquanto, eu fico com o livro.

"Fahrenheit" é uma espécie de "1984" da cultura. Os livros são proibidos por lei e a única função dos bombeiros é queimá-los, já que nada mais pega fogo. Após uma série de acontecimentos, o bombeiro Guy Montag começa a questionar-se sobre o valor dos livros e o valor da própria sociedade em que vive.

O mundo do livro seria meu pior pesadelo. Como não quero contar o final da obra, deixo um suspense... Para os que já leram, eu vos digo: agiria da mesma maneira que Montag. E, acho que acabaria escolhendo "O lobo da estepe" para mim. Para os que não leram e nem viram o filme, escolham um dos dois e mãos à obra! Vale a pena...


Escrito por Lord Auch às 17h09
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20/05/2004

Hoje Ed Motta baixou em mim

Eu não nasci pra trabalho
Eu não nasci pra sofrer
Eu percebi que a vida
É muito mais que vencer

Já dirigi automóveis
Já consumi capital
Já descobri que o dinheiro
Não vai pagar não vai pagar
A minha paz

Vamos dançar lá na rua
Vamos dançar pra valer
Vamos dançar enquanto é tempo
Nos aplicar a viver


Escrito por Lord Auch às 12h15
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18/05/2004

Ódio mortal

"Os professores devem ter um prazer sádico de faltar na aula e não avisar a classe!", pensava enquanto voltava para casa, no auge do trânsito, às oito da noite. Naquele momento, não haveria música nenhuma, nem cigarro, nem mesmo se a cidade estivesse vazia - o que, pelo visto, não estava - para fazer retonar o seu bom humor. Já não bastava todo o trânsito de ida, agora ela enfrentava a volta, só porque a filha da mãe não avisou que não daria aula... Ninguém merece.


Escrito por Lord Auch às 21h51
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17/05/2004

"Ver, lança-nos para fora. Ouvir, volta-nos para dentro".

Marilena Chauí


Escrito por Lord Auch às 11h22
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15/05/2004

Sábado à noite

Nada como um telefonema para mudar o humor. No caso, a melhor amiga. Uma balada. Um convite. E ela, que estava jogada no sofá, vendo novela, levantou-se e foi dançando para o banho. Um CD escolhido a dedo, alguns comprimidos de pó de guaraná, já pensando NA roupa. "Já sei, AQUELE casaco!". É incrível como as mulheres decidem toda o visual a partir de uma peça. Pode ser uma saia, uma meia calça, um colar, um sapato. No caso, era o casaco. E continuava dançando. Era impossível se arrumar para ir à balada e simplesmente não dançar enquanto se arrumava.

O banho foi rápido, pois já sabia que ia demorar pra montar o resto da produção. Depois de algum tempo, estava pronta. O quarto estava uma zona, com dezenas de calças jogadas na cama, opções de blusas brancas, no fundo todas iguais ("mas eu preciso de opção - e nunca que uma regata de alcinha é a mesma coisa que aquele top rasgado!") jogadas no chão, alguns pares de sapatos espalhados nos lugares mais inimagináveis, que só esperavam-na chegar de madrugada, bêbada para tropeçar. E embora soubesse que iria tropeçar de qualquer jeito, ela nunca guaradava suas coisas.

Agora, a bolsa. Cigarros ("preciso passar na banca e comprar mais"), carteira, chaves, celular.... O que mais? O que falta??? O halls. Pronto, tudo pronto. A maquiagem também foi feita sem demoras, mas com cuidado, afinal, tinha que ser leve, só pra dar uma disfarçada. Ela sabia que, no fundo, não fazia a mínima diferença, mas continuava passando.

Deu uma última olhada no espelho e gostou do que viu. Agora sim, estava pronta pra noite.


Escrito por Lord Auch às 22h19
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14/05/2004

Sexta feira (noite)

Finalmente ela acabou. Fizera tudo que precisava, sem negligências, sem preguiça, sem outras preocupações. Valeu a pena, o trabalho estava feito. Passou o dia concentrada e neste exato momento ela percebeu que podia relaxar. Escolheu um CD a dedo, acendeu um incenso, apagou as luzes e tomou um banho, bem demorado. Esvaziou a mente que tanto trabalhara durante o dia. Como era boa a sensação de dever cumprido. Agora, nada mais pela frente.

Apagou as luzes, deixou o som rolando e deitou na cama. Depois veria qual seria a boa da noite, afinal ainda era sexta feira. Mas agora, tudo que queria era descansar.


Escrito por Lord Auch às 19h12
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Sexta-feira (manhã)

Finalmente ela chegou em casa. Havia sido uma manhã dura, muita correria, muita coisa a se fazer em muito, mas muito pouco tempo. E ainda havia um agravante, ela chegara em casa no dia anterior tarde, e sua cabeça pesava. Mas o sono, a dor de cabeça e o mau humor foram passando conforme a correria aumentava. Nesta manhã, não tivera tempo para sentir absolutamente nada.

Chegou em casa exausta, mas feliz. Os sentidos voltavam pouco a pouco, e quando ela se deu conta, estava quase dormindo em pé. Mas a dor de cabeça sumira, e o mau humor transformara-se em uma energia que ela não sabia de onde vinha. Tinha continuar, não podia dormir, ainda não era nem meio dia. Tinha ainda muita coisa a ser feita, mas o ritmo agora era ditado por sua vontade. Nada melhor.

E além do mais, era sexta-feira. Só de saber que o fim-de-semana chegava, o ânimo redobrou. A possibilidade do fim-de-semana agitou-a, uma corrente de eletricidade atravessou seu corpo. Então pôs a mão na massa e voltou a trabalhar.


Escrito por Lord Auch às 11h28
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13/05/2004

Pure Pleasure Seeker

As luzes passavam cada vez mais rápido. A velocidade só aumentava, mas ela não queria parar. Como era bom dirigir sem trânsito. Sem hora pra chegar em casa. Sem destino. O som rolava, Moloko, muito alto.

Gotta get me some
Gotta get me instant gratification.
Gimme new kicks,
Won’t you show me new tricks
Without the ramifications.

Quando passou em frente à sua casa, resolveu que não ia parar. Pisou no acelerador e foi indo em frente, sempre em frente. Resolveu acender um cigarro. Ocasião perfeita: nenhum lugar para ir, a cidade vazia, a música, a cerveja, o cigarro...

Give it a try, don’t be shy.
Well you know you might like it.
Never been to keen a timekeeper
But I’m a pure new pleasure seeker.

Não se importava com mais nada. Estava tudo perfeito, um instante. Continuou dirigindo, sempre em frente. Quando viu, tinha caído na estrada. Mas simplesmente não tinha a mínima vontade de parar.

Well come on, oh.
You know that you want it now
Well come on, yeah.
You know that you want it and how

Ela iria sempre em frente, não queria mais parar. E quando a gasolina acabar? "Ah, foda-se. Dá-se um jeio para tudo..." 


Escrito por Lord Auch às 12h00
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11/05/2004

Tautologia

Ela estava fudida. Completamente. Na vida nova que ela havia se montado, não havia lugar para a faculdade. A vida estava interessantíssma, muitas coisas rolando, mas ela esqueceu de botar o pé no chão. E agora, tudo estava perdido. chegou em casa e resolveu que terminaria (ou, no caso, começaria) todos os trabalhos, mas quem disse que ela conseguia?

Os impedimentos eram vários: Portishead, campo minado, e-mail, a ressaca da noite anterior, os telefonemas agitando as próximas baladas, paradas para cigarros, e a pura falta de SACO.

Pedia ajuda aos céus, uma inspiração divina, que seu professor não pudesse ir pra aula amanhã, ou melhor, que a faculdade entrasse em greve, qualquer coisa, qualquer coisa.

Ela não planejara direito sua nova vida, e agora estava fudida.


Escrito por Lord Auch às 15h56
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Lista das Preferências de Orge

Alegrias, as desmedidas.
Dores, as não curtidas.
Casos, os inconcebíveis.
Conselhos, os inesquecíveis
Meninas, as veras.
Mulheres, insinceras.
Orgasmos, os múltiplos.
Ódios, os mútuos.
Domicílios, os passageiros.
Adeuses, os bem ligeiros.
Artes, as não rentáveis.
Professores, os enterráveis.
Prazeres, os transparentes.
Projetos, os contingentes.
Inimigos, os delicados.
Amigos, os estouvados.
Cores, o rubro.
Meses, outubro.
Elementos, os fogos.
Divindades, o logos.
Vidas, as espontâneas.
Mortes, as instantâneas.


Escrito por Lord Auch às 12h46
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10/05/2004

Sábado à noite

Ele foi pra balada. Todo arrumado, usava um calça jeans (Diesel, é claro), uma camiseta Armani devidamente justa e um par de tênis da moda. Pegou os amigos no seu Audi A3 e foram todos juntos, felizes porque a balada era cara, o que selecionava o público. Chegando lá, foram para o camarote e pediram uma garrafa de vodka por míseros cento e oitenta reais. Olhando a sua volta, elegeu a presa da noite: todas as meninas. Todas, de micro saias, tops mostrando piercings e barrigas saradas, saltos monumentais e escova. Enquanto dançava, arrumava vagarosamente o cabelo. A noite prometia.

Ela foi pra balada. Irado, Green Velvet ia tocar. Chegando lá, deu de cara com aquela galera sem naipe. A ala VIP estava lotada, enquanto que a pista estava praticamente vazia. Ainda bem que tinha bebido antes de sair de casa, a cerveja custava seis reais. Um absurdo. A música rolando, mas ela não conseguia relaxar. Também, com tantos esbarrões. A sorte era que ela estava de coturno, se não teria voltado para casa com os pés inchados de tantos pisões turbinados por aqueles saltos ridículos. Depois de algum tempo, não aguentou e voltou pra casa. Puta da vida porque tinha gasto tanta grana com aquela balada horrível. Mas feliz, por saber que não pertencia àquele mundo.


Escrito por Lord Auch às 12h14
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07/05/2004

Ajuda

Hoje eu li um poema maravilhoso do Bertolt Brecht, chama "Lista de Preferências de Orge". Se alguém tiver, por favor, me mande, estou desesperada atrás do tal poema.
Escrito por Lord Auch às 22h23
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05/05/2004

Kill Bill

Provas, matérias, reportagens, resenhas, resumos, trabalhos em geral, livros para ler, contatos a estabelecer... Caralho!

"-You didn't think it was going to be that easy, did you?"


Escrito por Lord Auch às 16h00
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04/05/2004

Música da semana - Sour Times, Portishead

To pretend no one can find,
The fallacies of morning rose,
Forbidden fruit, hidden eyes,
Courtesies that I despise in me
 Take a ride, take a shot now.

‘Cause nobody loves me,
It's true,
Not like you do.

 Covered by the blind belief,
That fantasies of sinful screens,
Bear the facts, assume the dye,
End the vows no need to lie, enjoy,
 Take a ride, take a shot now.

‘Cause nobody loves me,
It's true,
Not like you do.

Who oo am I, what and why?
‘Cause all I have left is my memories of yesterday,
Ohh these sour times.

 ‘Cause nobody loves me,
It's true,
Not like you do.

 After time the bitter taste,
Of innocence decent or race,
Scattered seed, buried lives,
Mysteries of our disguise revolve,
Circumstance will decide.

 ‘Cause nobody loves me,
It's true,
Not like you do

 ‘Cause nobody loves me,
It's true,
Not like you

 ‘Cause nobody loves me,
It's true,
Not like you do


Escrito por Lord Auch às 22h16
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Adaptação

"Fudeu".

Ela percebeu que não conseguia mais escrever. A tela branca intimidava e ela não achava mais saída. Até porque estava começando a encher o saco essa história de ela, ela, ela. Não conseguia mais escrever de outro jeito. E bem que ela tentava, mas não saía nada. Ela sentia-se como no filme "Adaptação", tão looser quanto o personagem principal. Ele achava babaca colocar um personagem alter-ego em seu filme, só que no filme havia o personagem do irmão, o alter-ego.

E enquanto ela reclamava não conseguir mais escrever a não ser desse jeito, ainda assim ela escrevia. Deste jeito.


Escrito por Lord Auch às 14h34
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03/05/2004

Pneumotórax II

A ansiedade dominava-a e, assim, ela não sentia o tempo passar. Quer dizer, sentia sim, mas muuuuito devagar. Ela queria que a noite chegasse logo mas o tempo não passava. Não conseguia estudar, nem ler, nem ver TV. Vou sair, ela pensou. Mas, para onde ir? As idéias não lhe bastavam, ela queria algo concreto, material.

Acho que vou fazer as unhas, já faz um bom tempo desde a última vez que...

Não adiantava, ao tentar se distrair, o pensamento enganava-a, voava longe, atravessava as horas. E chegava na noite. A lua estará cheia hoje. Mas ainda é de tarde, o que fazer???

- A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Escrito por Lord Auch às 13h45
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01/05/2004

Don't stop me now - Queen

Tonight I'm gonna have myself a real good time
I feel alive and the world turning inside out Yeah!
And floating around in ecstasy
So don't stop me now don't stop me
'Cause I'm having a good time having a good time

I'm a shooting star leaping through the sky
Like a tiger defying the laws of gravity
I'm a racing car passing by like Lady Godiva
I'm gonna go go go
There's no stopping me

I'm burning through the sky Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I wanna make a supersonic man out of you

Don't stop me now I'm having such a good time
I'm having a ball don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all

I'm a rocket ship on my way to Mars
On a collision course
I am a satellite I'm out of control
I am a sex machine ready to reload
Like an atom bomb about to
Oh oh oh oh oh explode

I'm burning through the sky Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I wanna make a supersonic woman of you

Don't stop me don't stop me
Don't stop me hey hey hey!
Don't stop me don't stop me ooh ooh ooh (I like it)
Don't stop me don't stop me
Have a good time good time
Don't stop me don't stop me Ah

I'm burning through the sky Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I wanna make a supersonic man out of you

Don't stop me now I'm having such a good time
I'm having a ball don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('cause I'm havin' a good time)
Don't stop me now (yes I'm havin' a good time)
I don't want to stop at all


Escrito por Lord Auch às 18h51
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30/04/2004

O dia em que ela não viu Gael García Bernal

Enquanto voltava para casa, depois de um dia cheio de voltas, reviravoltas e algumas surpresas, ela pensava a loucura que é a vida. Como chegara até ali? A junção de pequenos fatos, alguns tão pequenos como uma fila enorme, culminavam no exato momento em que ela se encontrava. E pensava nas mensagens dos filmes do Tom Tykwer - como seria a vida se...?

Detalhes, conversas, mudanças de planos, dez minutos a mais no trânsito, um banho mais prolongado que fosse. Tudo mudara sua vida. E as pessoas, então?

O carro ia rápido, em uma grande avenida, não havia trânsito. Bem, era quase meia-noite. Depois de alguns copos de cerveja, tudo fica mais agradável. E, antes que ela se desse conta, já tinha chegado em casa. Colocou o pijama, tomou um copo de água e deitou na cama, feliz. O dia não terminara da maneira como ela pensara de manhã, antes de se levantar, mas... quem disse que isso era ruim?


Escrito por Lord Auch às 13h39
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29/04/2004

Paz

Na rua, os carros. Todos parados, o trânsito estava caótico. Olhando pra frente, milhares de luzes vermelhas. Do outro lado, milhares de luzes brancas. Todos parados. Alguém fazia malabarismos com fogo na frente do farol, umas quinze pessoas pediam dinheiro. O pico do trânsito, o horário do rush. Enfim, um inferno. Ao longe, podia-se ouvir o barulho de uma sirene.

E ele, por mais incrível que isso possa parecer, estava calma. Tinha desistido de businar, de gritar, de amaldiçoar todos por causa do trânsito. Afinal, ela também era culpada. Acendeu um cigarro, colocou um CD bem legal pra tocar (provavelmente era Massive Attack - ela tinha cansado de músicas de surto) e olhou para o céu. Mas não dava pra ver nenhuma estrela. Só a lua, uma pequena fatia dela, bem fina. Ele chamava de unha de deus.

E ela estava assim por apenas um motivo. O telefone. O telefonema certo. E ela pensava como era incrível que coisas bobas fossem tão grandes em sua vida. E sorria.


Escrito por Lord Auch às 15h33
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27/04/2004

Me explica, por favor

Quando ele surtou, tudo ficou claro... O que ele precisava era justamente deste surto! Tudo se ajeitaria, tudo daria certo, se ele surtasse de verdade. Então ele surtou. Sem medo, sem nóias. Deixou de se deixar levar pela corrente e assumiu o controle. Era isso que ele precisava! Controle. É engraçado, mas o controle real só veio quando ele surtou e deixou de se comportar. As pessoas passaram a temê-lo, e assim ele fazia o que queria. Afinal, todos têm um pouco de medo daquele tipo de gente que "não volta".

Ele precisava tirar as amarras e dizer a verdade. E foi o que fez.

E ela, que assistia a tudo, impassiva, viu que tudo que ela precisava era fazer como ele. Afinal, qual é o problema de não voltar? Qual é o problema de ligar um foda-se e pegar o telefone? Qual era o problema se nem todos os seres do mundo gostassem dela? E se tudo, mas tudo mesmo desse errado? "Ah, as coisas já não estão do jeito que deveriam estar de qualquer jeito!". E ela liberou o mosh.


Escrito por Lord Auch às 15h03
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26/04/2004

Surto interno (ou lista de coisas pra levar pra terapia)

Koyaanisqatsi

Telefone

Beatles

Kill Bill

Metodologia

22:23

Quebra-cabeça

Caravaggio

Ae, campeón!


Escrito por Lord Auch às 22h28
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Surto triplo

Quando ele surtou, tudo ficou claro... Não havia outra opção, ele precisava ir pra sorveteria. E agora era um problema, porque ele não sabia mais se ainda existia a Gelateria Parmalat. Assim, ele simplesmente pegou o carro e saiu, em busca. Geralmente, a expressão "em busca" requer algum complemento, mas como ele não sabia o que procurava, ele simplesmente estava em busca e ponto.

Mas enquanto ela escrevia, ela percebeu que tinha começado uma história com ELE. Tudo por causa de um papo com um amigo, ela desencanou DELA e assumiu ELE. E esse ELE não fazia sentido, ela não conseguia entendê-lo, não compreendia porque ele surtou e precisava de sorvete. A idéia inicial era somente um surto dele, mas enquanto ela escrevia, ela percebia que o surto era DELA. E já não sabia mais de quem era a culpa, se era do amigo, da vontade de tomar sorvete ou do dia louco que ela estava tendo. Ela nem sabia mais se as pessoas iriam entender o texto, mas foda-se, ela pensou.


Escrito por Lord Auch às 16h25
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23/04/2004

I me mine

Engraçado, ela pensava.

Porque ela não conseguia entender como só escrevia textos em terceira pessoa. Por que ela não escrevia EU? Ela começou a reparar que praticamente todos os seus textos estavam na terceira pessoa do feminino. E ela achava óbvio que, quando escrevia ela, todos sabiam que era EU. E nunca era ELE. Mesmo os textos ficcionais eram ELA. Ela pensava que não saberia se colocar no lugar de um ELE. Mas, e o EU? Onde está?

Podia ser uma questão pra levar pra análise, ela pensava. Ou não. Simples assim, ela não gostava de se incluir assim, tão explicitamente, nos seus textos.

Então, ela terminou o texto e foi tomar uma Coca-Light. Mesmo se o texto terminasse com uma frase começando em então, algo que ela sempre odiou. Recurso barato, ela pensava, enquanto clicava em "Salvar e Publicar".


Escrito por Lord Auch às 16h05
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19/04/2004

Ela nunca havia imaginado aquilo. Nunca teria podido imaginar que um dia aquilo lhe soaria real. Uma frase séria, com fundamentos. Que fizesse o outro parar pra pensar e desse, ao menos, um sorriso. Sempre que ouvia aquilo, olhava para o alto e pensava : que bosta. Até que se viu consolando a amiga: "querida, tudo passa, até uva passa".


Escrito por Lord Auch às 20h55
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Ressaca + antiinflamatórios

Ódio da semana: meu dentista.

Segunda-feira de manhã, depois de um ótimo fim-de-semana. Uma pequena operação na boca. 7 pontos.

Ai, minha gengiva!


Escrito por Lord Auch às 20h46
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16/04/2004

Boas novas

Massive Attcak vem pra São Paulo!! Uhuuuuuuu!!!

mais info: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u43292.shtml


Escrito por Lord Auch às 12h46
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Por não estarem distraídos - Texto da Clarice

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.


Escrito por Lord Auch às 12h09
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13/04/2004

Voltei!

Hola, chicos! (Ou melhor, bonjour, mes amis!)

Saindo direto do mundo da aflição, neurose, ansiedade e unhas roídas, estou de volta!

Por favor, não se desesperem, este blog continua no ar...

então, descobri esses dias uns sons muuuuuuuuuuuuuito bons.. São eles: Massive Attack, Portishead e The Loving Spoonful. Pra quem estiver cansado da mesma case, é só baixar na Internerd. Do Massive Attack, vale a pena a "Unfinished Simpathy". Do Portishead, "Glory Box". Do Loving Spoonful, "Coconut Grove". É um bom começo...


Escrito por Lord Auch às 12h11
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01/04/2004

Ataque de internerd

Tive um sério ataque agora, e fiz uma enquete pro blog... Se der certo, posso até fazer mais algumas... Se ficar ridículo, por favor, avisem, porque eu já perdi a noção....


Escrito por Lord Auch às 16h53
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Acabei de receber esse e-mail e adorei!

        Um vôo lotado foi cancelado.
        Uma única funcionária atendia e tentava resolver o problema de uma longa
fila de passageiros.
        De repente, um passageiro irritado cortou toda a fila até o balcão,
atirou o bilhete em cima do balcão e disse:


        - "Eu tenho que estar neste vôo, e tem que ser na Primeira Classe!".
        A funcionária respondeu:
        - "O Senhor desculpe, terei todo o prazer em ajudar, mas tenho que
atender estas pessoas primeiro, já que elas também estão aguardando
pacientemente na fila.   Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder
satisfazê-lo!".


        O passageiro ficou irredutível e disse, bastante alto para que todos na
fila ouvissem:
        - "Você faz alguma idéia de quem eu sou?"
        Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu um instante e pegou no
microfone, anunciando:
        - "Posso ter um minuto da atenção dos senhores, por favor ?" (a sua voz
ecoou por todo o terminal).
        E continuou:
        - "Nós temos aqui no balcão um passageiro que não sabe quem é, e deve
estar perdido! Se alguém é responsável pelo mesmo, ou é parente, ou então puder
ajudá-lo a descobrir a sua identidade, favor comparecer aqui no balcão da
Transbrasil.Obrigada !"


        Com as pessoas atrás dele gargalhando histericamente, o homem olhou
furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:


        - "Eu vou te f... !"
        Sem recuar, ela sorriu e disse:
        - "Desculpe, meu caro senhor, mas mesmo para isso vai ter que esperar na
fila ."


Escrito por Lord Auch às 16h01
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Frase

"Nada como um pequeno desastre para arrumar as coisas".

Do filme "Blow Up"


Escrito por Lord Auch às 15h01
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Ontem, 3 da tarde

- Você já leu Maquiavel?

- Já, vô...

- "O Príncipe", né?

- É...

- Então você já sabe Política. Vamos tomar um sorvete?


Escrito por Lord Auch às 11h36
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Vivo Open Air

Ontem fui no Vivo Open Air ver "Sem notícias de deus". Amei, amei, amei! Foi a pré-estréia do filme, que é fantástico. Uma comédia extrememante crítica sobre as relações entre o Céu, o Inferno e a Terra. Pra começar, no céu se fala francês, e no inferno, inglês. Adorei o filme! As chicas vão gostar do Gael García Bernal, e os chicos, da Penélope Cruz.

Fora o jóckey. A tela é gigante, o som é bárbaro, todos ganham pipocas e jujubas, pode fumar no cinema e no final rolou um show do Leo Jaime ("ô sonia...") com o Kiko Zambianki, convidados pelo Zé Ricardo (?) e participações de Patrícia Coelho (?) e Sabrina Parlatore(???). Uma errou a letra de "Preciso dizer que te amo", a segunda, de tão tosca, tava com um papel com a letra da música... Bem, nem tudo é perfeito...


Escrito por Lord Auch às 11h23
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31/03/2004

Aula de Direito

Ela estava andando na rua, tranquila. Máquina fotográfica na mão, ela passeava, conhecia novos lugares, sem pressa pra chegar, férias. Procurando o guia na bolsa, ela acha um chiclete. Trident de canela. Feliz, ela coloca na boca, e sai andando, mascando seu chiclete. De repente, a pol~icia. Sem entender porra nenhuma, levam-na pra delegacia. Finalmente, alguém que fala inglês! Veredito: multa de U$ 1.000. Demorou muito pra entender o que estava acontecendo. Era o maldito chiclete. Ela estava na Indonésia.


Escrito por Lord Auch às 17h20
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30/03/2004

Sonzeira

Grande compra. Graaaaaaande compra! Revista [] Zero, edição especial, capa rosa "100 discos que você precisa ter... para não passar vergonha".

A revista faz listas de CDs com um critério um tanto quanto diferente: dia da semana. CDs bons para ouvir segunda-feira de manhã, sábado à noite, domingo à tarde, etc etc. Depois da lista, vêm especificações de cada álbum com informações úteis e outras nem tanto... Ótimo para quem tem banda larga e nada para fazer: eles dão os "Top 3 hits", além de indicar o "disco irmão", "pai" e "filho". Para quem gosta de música, corra para a banca!


Escrito por Lord Auch às 14h28
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Um dia perfeito

Acordar 10 horas da manhã super descansada, depois de dormir doze horas tranquila. Ir pro cabelereiro cortar as madeixas, e fazer todos os tipos de tratamentos de beleza possíveis. Sair de lá maravilhosa, e ir almoçar com as minhas amigas em algum restô gostoso. Dar uma volta e fazer umas comprinhas... Ir pra casa depois com elas, a casa vazia, dar um rolê e assistir "Sex and the City". Pedir comida pelo telefone, de preferência do Fifties. Começar o move pra ir pra balada, e fazer um esquenta em casa. Sair de casa à meia-noite, indo pra uma festa irada, e só voltar pra casa às 10 horas do dia seguinte......
Escrito por Lord Auch às 12h22
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24/03/2004

Duração de um cigarro

 

O conto “A quinta história” da Clarice. “Lust for Life”, de Iggy Pop. O caminho entre o cruzamento da Brasil com a República do Líbano até a minha casa às 11 horas de noite. Casar, ter filhos, e morrer feliz junto do meu amado marido. Ir pra faculdade, almoçar, aula de francês, faculdade de novo, voltar pra casa e dormir depois de um dia bode que ainda não aconteceu. Conhecer o homem da minha vida. Ter uma brilhante idéia de como... como era mesmo? Esvaziar a mente. Encher ela de besteiras e neuroses. Escrever um livro e ler críticas maravilhosas nos jonais. Não conseguir escrever aquele livro e virar um fracasso. Definir a roupa para AQUELA balada e depois desistir porque lembrei de que aquela está suja. Fugir de um problema. Resolvê-lo. Elaborar uma estratégia brilhante de como fazer com que ele entenda as minhas intenções. Lembrar de como eu fingia ser fumante. Reviver todo aquele namoro e ver porque não deu certo. Me divorciar, perder tudo, entrar em depressão e morrer sozinha na boca do lixo. Contar aquela fofoca. Virar professora. Virar jornalista. Virar astronauta. Odiar o mundo. Ter um clique e perceber que, na verdade, eu amo a vida. Escrever esse texto.


Escrito por Lord Auch às 22h36
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23/03/2004

O mundo está perdido, meus amigos (parte 2)

Acabo de descobrir um site chamado imaginarygirlfriends.com. Bem, não precisa explicar muito. Você se cadastra, escolhe a menina e pronto! Você já tem sua namorada imaginária. Olha só isso:

"You can soon receive personalized love letters by mail, e-mail, photos, special gifts, even phone messages or online chat from your new Imaginary Girlfriend. We won't tell anyone that it's not real!"

Qual o valor dado às relações interpessoais reais? Somos todos loosers ou somente temos medo de nos expor ao mundo real? Qual a validade de nossa primeira natureza, o mundo físico? Parece que agora só vale a tecnologia. Mas não nos alimentamos dela, não recebemos carinho através dela, não olhamos nos olhos de alguém. Qual a graça de ter um companheiro virtual e imaginário? Eu não vejo nenhuma, mas tem louco pra tudo...


Escrito por Lord Auch às 13h09
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22/03/2004

Tristeza

O mundo está perdido, meus amigos.

Para que esperança, se tudo que tomos somos bombas, helicópteros, mísseis??? Como acreditar em qualquer sentimento mais nobre do ser humano se ele, em situações extremas, usará somente seu lado racional? A racionalidade é o que bastaria para se um país atacasse o outro (digamos, um ataque nuclear), este não revidasse, somente para salvar a humanidade. Mas, se estamos afundando, a lógica geralmente utilizada é que então vamos levar todos conosco.

O ciclo de mortes e novos ataques, novas represálias, novos mísseis é tão rápido que não nos deixa tempo para pensar. Ninguém mais sabe pelo que se está lutando, a não ser por vingança. Para onde estamos indo?

Realmente, estou perdendo a fé. Porque na hora H, o homem não é racional. É egoísta.


Escrito por Lord Auch às 18h00
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18/03/2004

Por que o frango atravessou a rua?

Hoje eu vi uma galinha atravessando a rua. Não, não é brincadeira. Eu estava no carro, na Groenlândia, no maior trânsito, e de repente passa uma galinha. Ou um galo, não sei a diferença. Mas enfim lá estava o bicho. Andando daquele jeito galinhesco de ser, meio que ciscando o asfalto. Atrapalhando só um pouco mais o trânsito (ninguém quer ter  uma galinha atropelada na consciência). Ela ia costurando na rua, uma espécie de motoboy penado, tentando, sem pressa nenhuma, chegar ao outro lado. Os carros buzinavam, o engarrafamento só piorava, e a galinha atravessando a rua. Eu não sei porque o frango atravessou a rua, mas sei que deu um trabalhão.

 


Escrito por Lord Auch às 16h11
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16/03/2004

Penso, logo existo??

Será que estou viva??? Mas realmente viva??? De verdade???

 

O que me faz sentir viva??


Escrito por Lord Auch às 13h54
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15/03/2004

Dificuldades

"If you have a cross to bear, you mays as well use it as a crutch"
Moloko


Escrito por Lord Auch às 22h50
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14/03/2004

Viajando

"Puta que o pariu! Quem merda de trânsito!!! Não vou conseguir nunca chegar lá a tempo... E o que eles farão sem mim? Puta, vou ligar avisando que vou chegar atrasada..."

...

..."Ah, agora é ligar o foda-se. Vou trocar o CD... Não, esse não... Nem esse... nem esse... Pronto! Achei o que queria! Vou aproveitar pra fumar um cigarro... Adoro fumar ouvindo essa música! Acho que é melhor estar aqui do que numa aula pentelha. Pelo menos, posso fumar e ouvir um som presa no trânsito. Já na classe, putz, tenho que fingir que estou prestando muita atenção no debate metodológico entre os realistas e os idealistas..."

- A maior parte dos cursos de relações internacionais no Brasil normalmente não tocam no assunto do debate metodológico, que é extremamente importante no sentido de ver as reais diferenças entre as duas escolas de pensamento...

E eu já viajando, achando que estava no carro, ouvindo música e fumando!!! A realidade pesa. E a literatura liberta.


Escrito por Lord Auch às 19h09
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11/03/2004

Presente

Ganhei ontem um kit de primeiros socorros de uma amiga... O maior legal! Veio um livro do 02 Neurônio, o "Guia da Mulher Superior" e o CD novo da Erykah Badu, "World Wide Underground". Adorei os dois! O livro é um ótimo companheiro pra dar umas risadas, aquelas gargalhadas solitárias. É divertido, adoro rir sozinha. E o CD é delicioso, um som diferente do que costumo ouvir, mas muito, muito bom.


Escrito por Lord Auch às 09h13
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09/03/2004

Qualquer parada

Saca só, mano.

Pra quem nunca tiver ouvido o famoso "Rap do Magalhães", o herói da periferia, vendedor de chokito, aí vai o som do homem...

O maior legal...


Escrito por Lord Auch às 15h09
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Mais aspas

Continua a fase de copiar os outros (mas sempre com aspas!). Esse texto é do site 02 Neurônio, um site bem legal, de umas jornalistas moderninhas... Enfim, o texto tem tudo a ver...

Ser mulher é...

Por Raq Affonso

"Esperar ele ligar
E ligar quando ele não ligar
Se arrepender depois
Acordar num dia de cabelo ruim
Tentar melhorar usando dez grampos
Se pesar todo dia de manhã
Prometer que vai entrar na dieta na segunda
Comer um brigadeiro
Criar o Movimento Barriga Power
Se desesperar porque tem uma cutícula levantada
Pintar a própria unha de vermelho intenso. E tirar cinco minutos depois
Acompanhar a novela
Falar mal dos personagens no dia seguinte
Se sentir uma looser porque está sem namorado
E dançar possuída na pista na mesma noite
Trabalhar 12 horas por dia
Conseguir se arrumar para uma balada depois
Acordar de ressaca no dia seguinte
E beber muita água. Afinal, faz bem pra pele
Chorar no final"


Escrito por Lord Auch às 13h04
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Pré-surto

Oi gente!

Preciso de ajuda dos meus amigos super entendidos em música (ou nem tanto)... Ontem, depois que todo mundo parou de falar do "The Strokes", eu comprei o primeiro CD deles, o "This is it". Na verdade, não curti muuuuuito o CD, mas a música 7, "Last Nite", eu já conhecia e adorava, mas não sabia que era deles. E tive um mega surto ontem com ela (e hoje também - não paro de ouvir a música no repeat, berrado e cantando e dançando etc etc). Enfim, eis o que preciso: mais músicas propícias para um surto, um dos bons, quero gravar um CD só com músicas surtantes, não necessariamente do mesmo gênero musical, Mesmo, vale tudo! Já tive algumas idéias, mas me ajudem, vamos fazer um CD legal. No final, pra quem ajudar, sou capaz até de gravar uma cópia para a pessoa... Não é chantagem não, isso só mostra como sou uma boa amiga!!

Enfim, é isso. Aguardo idéias.

 PS: para quem não tiver idéias, mas algum dia precisar de um CD surtante, já sabem pra quem pedir...


Escrito por Lord Auch às 12h48
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04/03/2004

Tendências auto-destrutivas

"Quem mata o tempo não é assassino: é um suicida"

Mario Quintana


Escrito por Lord Auch às 15h24
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"Life is what happens to you
While you're busy making other plans"

Escrito por Lord Auch às 11h14
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02/03/2004

Boas compras

Acabo de comprar uma TV a cabo...Não, mas comprei o CD novo do Otto. É maravilhoso, uma obra apaixonada e apaixonante. Quem já conhecia vai amar, e pra quem nunca tinha ouvido, vale a pena experimentar. (Putz, é muito feio quando a frase rima, mas anyway...)

Comprei também, por indicação de uma querida amiga, o Houses of the Holy, do Led Zeppelin. Já gostava muito de Led, mas esse CD é muito, mas muito top mesmo. Outros muito bons do Led são o No Quarter, Volume  II e o novíssimo How the West was won. Pra quem tá começando a curtir Led, esses cds são bem legais.


Escrito por Lord Auch às 17h40
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Programa

Palestra Gonzo, amanhã.

Mais informações aqui.


Escrito por Lord Auch às 14h02
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29/02/2004

Resenhismo

Fui ver "Peixe Grande" hoje. Adorei! Como diz Lucía, do filme "Lucía e o Sexo", "adoro pessoas que contam a vida de sua maneira". O filme é maravilhoso, uma delícia de se ver. E, para quem não assistiu "Lucía e o Sexo", não percam. Na verdade, os dois filmes não têm muito a ver, somente essa pequena frase. E, para quem gostou de "Lucía e o Sexo", assita "Os amantes do círculo polar", do mesmo diretor. Tem até na Blockbuster e é um dos filmes mais tops. Viva o cinema espanhol!

Mais dicas: comer um cheeseburger no General Prime Burger. Fica na João Cachoeira, na frente do Kinoplex. É um programa ótimo, o cheeseburger é muito, muito bom, pra dar inveja até no Dudu (lembram do Popeye?). O serviço é ótimo, e a comida é realmente boa.

Bom, é isso. Boa semana para todos e boa volta às aulas para os folgados...


Escrito por Lord Auch às 23h36
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A Montanha Mágica

"'Para a vida', disse Hans Castorp uma vez para Madame Chauchat, 'para a vida há dois caminhos: um é o usual, direto e ajuizado. O outro é mau, ele passa pela morte e este é o caminho genial'. "

Acabo de ler "A Montanha Mágica" de Thomas Mann.

Maravilhoso. Mágico. Trágico.


Escrito por Lord Auch às 18h02
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27/02/2004

Cuidado com o que vocês aprontam.... Eu tenho meus informantes!

 

Tirei essa foto hoje na Oscar Freire com a Augusta. Agora, vigiem os seus passos... hua hua hua!!!! (esboço de risada maligna)


Escrito por Lord Auch às 17h50
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